Reflexões de Praticantes Leigos (03)


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Foto: Brahmakumaris.org

O membro-praticante da Sanga Frederico Blanco de Miranda compartilhou conosco, no nosso grupo de WhatsApp, a seguinte reflexão:

No espírito de fazer relatos sobre a prática, gostaria de compartilhar uma ou duas coisas sobre a minha.

Hoje eu acordei cedo, lá pelas 6h, e sentei em zazen 30 min, antes de me arrumar e sair para o trabalho. Não é sempre que tenho feito isso. A única coisa constante na minha prática é a intenção e o esforço. E não é nada fácil, como todos sabem. Mas continuo tentando.

Apesar de tudo, hoje tive um zazen muito bom, como poucas vezes tive (se é que alguma vez tive um zazen assim). Pela primeira vez, após muitas “sentadas” (rs), pude perceber minha respiração, de fato. Não que das outras vezes não sentisse que estivesse respirando, mas a questão é que pude experimentar minha respiração completamente.

A metáfora que me vem em mente é dizer que senti a respiração “cheia”. E, concomitantemente a essa vivência da respiração, pude perceber de uma forma mais clara os meus pensamentos.

Não o conteúdo dos pensamentos, mas a forma como eles surgiam diante de mim. Isso foi possível porque não perdi o foco da respiração. Mesmo “vendo” muitos pensamentos na minha frente, como que em um filme, pude manter uma distância entre eles e eu.

Essa experiência foi muito boa. Na verdade, a sensação era como se tivesse se formado um “círculo” em torno do meu corpo onde os pensamentos flutuavam ao redor. Um círculo que ia se ampliando, mas se estabilizou em um ponto.

Eu sei que parece meio estranho, mas é uma forma que encontrei para descrever a sensação. Talvez o ponto central seja o fato de perceber com maior clareza o espaço entre eu (meu corpo) e os pensamentos. A sensação era como se os pensamentos estivessem do lado de fora do meu corpo, mas dentro do “círculo” ao redor.

O que ficou disso tudo é a sensação da respiração “cheia”, profunda, como uma base que me mantinha fixo, não permitindo que fosse levado pelos pensamentos.

Essa experiência surgiu do nada. Eu apenas sentei e aconteceu.

Apesar disso, não se repetiu no zazen de hoje a noite que fiz. Isso mostra que muito dessa minha descrição é parte de uma experiência bem superficial ainda

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Reflexões de Praticantes Leigos (02)


O membro-praticante da Sanga Frederico Blanco de Miranda compartilhou conosco, no nosso grupo de WhatsApp, a seguinte reflexão:

Apesar de estarmos aqui, temos que reconhecer que a internet é um dos grandes obstáculos à prática nos dias de hoje. Ela se constitui por um imenso turbilhão de informações, conteúdos e conexões que, se não soubermos administrar, facilmente somos arrastados por ansiedades e angústias, e nem nos damos conta.

Realmente é um grande desafio realizar uma prática efetiva atualmente. O desafio é conseguir por a prática em primeiro plano no dia a dia.

Para tanto, é preciso um grande esforço para modificar os hábitos. Não há prática “online”. A internet é apenas um meio para estar no mundo, e não um fim.

Apesar de ser esta uma constatação óbvia, não é óbvio que as pessoas percebam quando estão presas na ilusão de uma prática. A prática não se constitui por “memes” e textos online, nem por vídeos e palavras de “amor”.

Por isso, a meu ver, a prática do samu é de extrema importância para se criar uma base firme e não se deixar levar por meros “posts” na internet.

Reflexóes de Praticantes Leigos (01)


9a781f79111226e6891b81e30fc7e138--zen-meditation-namasteO membro-praticante da Sanga Frederico Blanco de Miranda compartilhou conosco, no nosso grupo de WhatsApp, a seguinte reflexão:

Estava aqui pensando sobre maneiras de tornar a pratica mais forte do que as circunstancias do dia a dia. A resposta obvia é praticar. Afinal, é praticando que a pratica se fortalece.

No entanto, quando nossa pratica ainda esta iniciando, as circunstancias do dia a dia acabam facilmente se sobrepondo à pratica. É como se a pratica ficasse embaçada.

E ficamos tentando torná-la lìmpida e fluida, mas constantemente estamos absorvendo os ruidos das circunstancias externas. É como estar sempre começando do zero. É facil desistir, nem tão facil continuar.

O problema é que a mente perde o equilibrio alcançado muito facilmente. É facil para a mente voltar ao ponto em que estava antes, ou seja, a zona do conforto. Zona essa que por mais que esteja repleta de padroes negativos é o local habitual dela.

Acho que as circunstancias sao mais fortes do que a pratica porque a mente é mais fraca do que as circunstancias. A mente atua como uma vitima do mundo ao redor. E ela reage. Ela reage de muitas formas, desde se deprimir, tentar se impor ou ficar indiferente. Parece haver perigo em todas as possibilidades de reaçao da mente.

Alcançar o equilibrio parece ser algo que só os pintores e dançarinos tem facilidade para conseguir. Para quem nao tem muita habilidade com traços, cores e sombras, nem com o movimento dos pés, o trabalho é muito mais duro…

Eu falei em fortalecer a pratica com o intuito de fortalecer a mente, mas é interessante perceber que pratica e mente sao a mesma coisa. Pratica fortalecida significa mente fortalecida, e mente fortalecida significa pratica fortalecida.

– 18/01/2018

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