Os cinco tipos de zen (4)

Os cinco tipos de zen (4)

Parte 1: Introdução e Bompu Zen
Parte 2: Gedô Zen
Parte 3: Shôjô Zen

Daijô Zen

A quarta classificação é chamada Daijô, Zen Grande Veículo (Mahayana), e este é um verdadeiro Zen Budista por ter como sua proposta principal o kenshô-godô (見性), que é enxergar sua verdadeira natureza e realizar o Caminho na sua vida diária. Para aqueles capazes de compreender a importância da experiência da iluminação do Buda e que tenham o desejo de quebrar suas visões ilusórias do universo e experienciar a realidade absoluta e indiferenciada, o Buda ensinou este modo de Zen. O Budismo é essencialmente uma religião de iluminação. O Buda, após seu supremo despertar, passou cerca de 50 anos ensinando as pessoas o modo pelo qual eles poderiam perceber suas próprias naturezas.  Seu método tem sido transmitido de mestre a discípulo até os dias de hoje. Desta forma pode-se dizer que o Zen que ignora, nega ou faz pouco da iluminação, não é o verdadeiro Zen Daijô Budista.

Na prática do Zen Daijô, sua principal meta, no começo, é despertar sua verdadeira-natureza, mas ao iluminar-se você percebe que o Zazen é mais que um meio de iluminação – ele é a manifestação de sua verdadeira-natureza. Neste tipo de Zen, que tem como objeto o “despertar” (Satori), é fácil considerá-lo erroneamente como apenas um meio. Um sábio professor, entretanto, apontará desde o início que o Zazen é na verdade a manifestação da natureza-buda inata e não meramente uma técnica para se alcançar a iluminação. Se o Zazen não fosse mais que apenas uma técnica, após o Satori o Zazen seria desnecessário. Mas como o próprio Dogen-zenji mostrou, exatamente o contrário é verdade: quanto mais profundamente você experiencia o Satori, mais você percebe a necessidade da prática.

(ler parte 5: Saijôjô Zen)

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Uma resposta to “Os cinco tipos de zen (4)”

  1. Reivax Argen Says:

    “Toda a realidade consiste em consciência, inclusive aquilo que pensamos ser o mundo exterior; tudo o que existe consiste em idéias, representações, imagens, imaginações, criações da mente, a que não corresponde nenhum objeto exterior fora da consciência”. Do mestre e tratadista Vasubandhu. Tienshin

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