Novo Local de Prática – Grupo Redenção


Iniciaram-se as atividades de um novo local para a prática de meditação – o Grupo Redenção. As práticas, sem vínculo filosófico ou religioso, são abertas a todos os interessados.

Grupo Redenção
Local: Academia da Redenção.
(Alocada na Cia. de Comando e Serviço do Colégio Militar de Porto Alegre CCs CMPA)
Rua Vieira de Castro, 222. Bairro Farroupilha, Porto Alegre
Horário: Sextas-feiras 18h45min
Coordenação: Fernando Ryushin Sedano
Contato: Luciano Scarinci – f: 9320-5972

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Informamos que foram reinicadas as atividades da Sanga Soto Zen de Pelotas, em novo local e horário.

Ao mesmo tempo, devido a questões de família, o coordenador da Sanga Foz de Iguaçu teve que voltar a Montevideo. Consequentemente, foi necessário encerrar as atividades em Foz de Iguaçu.

Plena Atenção, Êxtase, e Mais Além (5)


Plena Atenção, Êxtase, e Mais Além (5)
Um Manual do Meditador
AJAHN BRAHM

Anterior – Capítulo 3, Parte 1: Os obstáculos à Meditação I (início)
Capítulo 3, Parte 2: Os obstáculos à Meditação I (conclusão)
Capítulo 4, Parte 1: Os Obstáculos à Meditação II (início)
Capítulo 4, Parte 2: Os Obstáculos à Meditação II (continuação)

Chapter 4c
Os obstáculos à meditação II

O Quinto Obstáculo – Dúvida

O último dos obstáculos é chamado dúvida (vicikicch). A dúvida pode ser em relação ao ensinamento, ao professor ou a si mesmo.

A respeito da dúvida sobre o ensinamento, por agora você deve ter confiança suficiente para saber que a meditação traz belos resultados. Você já pode ter experimentado muitos deles. Permita que essas experiências positivas fortaleçam sua confiança de que a meditação vale a pena. Sentar em meditação, desenvolver a mente em quietude, e especialmente, desenvolver a mente em jhānas são todas coisas tremendamente valiosas e trazem clareza, felicidade e entendimento dos ensinamentos de Buddha.

Com relação aos professores, eles são frequentemente como técnicos de times de esportes. O trabalho deles é ensinar a partir de suas próprias experiências e, mais importante, inspirar o estudante com palavras e feitos. Mas antes que você coloque sua confiança nos professores, confira-os. Observe seus comportamentos e veja por si mesmo se eles estão praticando o que ensinam. Se eles realmente sabem sobre o que estão falando, eles vão ser éticos, comedidos e inspiradores. Apenas se os professores liderarem pelo exemplo – um bom exemplo – você deve colocar sua confiança neles.

Dúvida a respeito de si mesmo – que pensa “eu sou um caso perdido, não sei fazer isso, sou inútil, estou certo que todos os outros que praticam meditação, exceto eu, já chegaram a jhānas e já são iluminados” – é frequentemente superada com a ajuda de um professor que inspira e encoraja. É trabalho do professor dizer “sim, você pode alcançar todas essas coisas. Muitas outras pessoas alcançaram, então por que não você?” Dê a você mesmo encorajamento. Tenha confiança de que você pode alcançar o que você quiser. De fato, se você tem determinação suficiente e confiança, então é apenas uma questão de tempo antes de você ter sucesso. As únicas pessoas que falham são aquelas que desistem.

Dúvidas também podem ser direcionadas ao que se está experimentando agora: “O que é isso? Isso é jhāna? Isso é consciência do momento presente?” Tais dúvidas são obstáculos. Elas são inapropriadas durante a meditação. Apenas torne sua mente o mais calma que pode ser. Deixar ir e aproveite a paz e a felicidade. Depois, você pode rever a meditação e perguntar “O que foi aquilo? Aquilo foi muito interessante. O que estava acontecendo naquele momento?” É assim que você descobre se foi ou não jhāna. Se, durante a meditação, o pensamento “isso é jhāna?” surgir, então não pode ser jhāna! Pensamentos como esses não podem surgir nesses estados profundos de quietude. Apenas depois, quando você revê esses estados, você pode olhar para trás e dizer, “Ah, aquilo era jhāna”.

Se você tem dificuldade em sua meditação, pare e se pergunte “qual dos obstáculos é esse?”. Descubra qual é a causa. Uma vez que você conheça a causa, então você pode lembrar da solução e aplicá-la. Se for desejo sensorial, apenas tire a atenção dos cinco sentidos pouco a pouco e aplique-a à respiração, ou à mente. Se é má vontade, pratique um pouco de bondade amorosa. Para preguiça e torpor, lembre-se “dê valor à atenção”. Se são inquietude e remorso, lembre-se “contentamento, contentamento, contentamento” ou então pratique perdão. E, se é dúvida, seja confiante e se inspire pelos ensinamentos. Sempre que meditar, aplique a solução de forma metódica. Dessa forma os obstáculos que você experimenta não se tornarão barreiras de longo prazo. São coisas que você pode reconhecer, superar e atravessar.

O espaço de trabalho dos obstáculos

Tendo discutido os cinco obstáculos separadamente, eu agora vou apontar que todos eles emanam de uma mesma fonte. Eles são gerados pelo “controlador maluco” dentro de você, que recusa a deixar ir.

Meditadores falham em superar os obstáculos por que os procuram no lugar errado. É crucial para o sucesso na meditação entender que os obstáculos devem ser vistos trabalhando no espaço entre o conhecedor e o conhecido. A fonte dos obstáculos é o “fazedor”, o resultado deles é falta de progresso, mas o seu espaço de trabalho é o espaço entre a mente e seu objeto de meditação. Essencialmente, os cinco obstáculos são problemas de relacionamento.

Meditadores habilidosos observando sua respiração também prestam atenção a como eles observam sua respiração. Se você vê expectativa entre você e sua respiração, então você está vendo sua respiração com desejo, parte do primeiro obstáculo. Se você notar agressão nesse espaço, então você está vendo a respiração com o segundo obstáculo, má vontade. Ou, se você reconhece medo nesse espaço, talvez ansiedade por perder a consciência da respiração, então você está meditando com uma combinação de obstáculos. Por um tempo pode parecer bem sucedido, capaz de manter a respiração em sua mente por vários minutos, mas você vai descobrir que está bloqueado de ir mais fundo. Você tem observado a coisa errada. Sua principal tarefa em meditação é notar esses obstáculos e superá-los. Assim, você merece cada estágio sucessivo de meditação, ao invés de tentar roubar o prêmio de cada estágio por ato de vontade.

Em cada estágio dessa meditação, você não pode agir errado se colocar bondade no espaço entre você e seja o que for que você está observando. Quando uma fantasia sexual está ocorrendo, coloque paz no espaço e a fantasia vai rapidamente ficar sem combustível. Faça as pazes, não entre em guerra com o embotamento. Coloque paz entre o observador e o seu corpo dolorido. E acorde um cessar-fogo na batalha entre você e sua mente errante. Pare de controlar e comece a deixar ir.

Assim como uma casa é construída por vários tijolos colocados um a um, também a casa da paz (jhāna) é construída com milhares de momentos de paz, feitos um a um. Quando, momento após momento, você coloca paz ou gentileza, ou bondade, nesse espaço, então as fantasias sexuais não são mais necessárias, a dor esvanece, o embotamento transforma-se em claridade, a inquietude fica sem gás, e jhāna simplesmente acontece. Em resumo, observe que os cinco obstáculos ocorrem no espaço entre o observador e o que é observado. Então, coloque paz e bondade amorosa nesse espaço. Não apenas esteja atento, mas desenvolva o que eu chamo de atenção incondicional, a consciência que nunca controla ou interfere com o que quer que conheça. Então, todos os obstáculos serão reduzidos e logo desaparecerão.

A analogia da cobra

Muitos meditadores reclamam de um obstáculo de estimação, um problema na meditação que os impede de novo e de novo. Obstáculos recorrentes podem ser superados usando um método derivado da analogia da cobra, que segue:

Nos meus primeiros anos como monge da floresta, na Tailândia, eu seguidamente retornava descalço para meu abrigo tarde da noite no escuro, porque não havia baterias para minha lanterna. Apesar dos caminhos da floresta serem compartilhados com muitas cobras, eu nunca fui picado. Eu sabia que elas existiam em grande número e que eram muito perigosas, por isso, eu caminhava com muito cuidado, à procura delas. Se eu visse uma faixa escura no caminho, apesar de poder ser um galho, eu a pulava, ou seguia outra rota. Assim, eu evitei com sucesso o perigo.

Da mesma forma, no caminho da meditação, há muitos obstáculos esperando para agarrá-lo e impedir seu progresso. Se você apenas lembrar que eles estão rondando e que são perigosos, então você vai estar atento à eles e nunca será pego.

Seu obstáculo de estimação é como a espécie mais comum de cobras, uma que já o picou muitas vezes. Então, no começo de cada sessão de meditação, lembre-se desse seu obstáculo de meditação. Alerte a si mesmo sobre como é perigoso. Então, você vai estar atento a ele, no espaço entre o conhecedor e o conhecido, ao longo da meditação. Usando esse método, você raramente será pego.

A estratégia Nālāgiri

Alguns meditadores afirmam experimentar todos os cinco obstáculos de uma vez em grande força!

Nesse momento, eles pensaram que estavam ficando loucos. Para ajudar tais meditadores com esse agudo e intenso ataque de todos os obstáculos, eu ensino a estratégia  Nālāgiri baseada como um episódio bem conhecido da vida do Buddha.

Inimigos tentaram matar o Buddha soltando um elefante intoxicado chamado Nālāgiri nas ruas estreitas em que o Buddha estava caminhando, pedindo esmolas. Aqueles que viram o elefante louco gritaram para avisar o Buddha e seus discípulos monges para sair do caminho. Todos os monges saíram, exceto Buddha e seu atendente fiel, o Venerável Ananda. Ananda moveu-se bravamente, colocando-se à frente a seu mestre, pronto para proteger seu adorado professor, sacrificando sua própria vida. Gentilmente, o Buddha empurrou o Venerável Ananda para o lado e encarou o elefante furioso sozinho. O Buddha certamente possuía poderes psíquicos e eu acredito que ele poderia pegar um grande elefante pela tromba, girá-lo três vezes sobre sua cabeça e jogá-lo através do rio Ganges centenas de milhas longe! Mas esse não é o caminho do Buddha. Ao invés disso, ele usou bondade amorosa/deixar ir. Talvez o Buddha pensou algo como “Querido  Nālāgiri, a porta do meu coração está sempre aberta para você não importa o que você venha a fazer para mim. Você pode me golpear com sua tromba ou me esmagar embaixo de seus pés, mas eu não te dou nenhuma má vontade. Eu vou amar você incondicionalmente”. O Buddha gentilmente colocou paz entre ele e o elefante perigoso. Tal era o poder dessa autêntica bondade amorosa/deixar ir que em alguns poucos segundos a raiva do elefante retrocedeu e Nālāgiri estava mansamente prostando-se diante do Compassivo, tendo sua tromba gentilmente acariciada “Isso,  Nālāgiri, isso…”.

Há momentos na prática de um meditador que sua mente é tão louca quanto um elefante furioso, atacando e esmagando tudo. Em tais situações, por favor, lembre a estratégia  Nālāgiri. Não use força para subjugar sua mente elefante furiosa. Ao invés disso, use bondade amorosa/deixar ir: “Querida mente maluca minha, a porta do meu coração está completamente aberta para você, não importa o que você fizer a mim. Você pode me destruir ou me esmagar, mas eu não vou lhe dar má-vontade. Eu a amo, minha mente, não importa o que você faça”. Faça as pazes com sua mente maluca, ao invés de lutar contra ela. Tal é o poder da bondade amorosa/deixar ir autêntica que, em um espaço de tempo surpreendentemente pequeno, a mente vai ser libertada de sua raiva e parar mansamente ante a você, enquanto sua gentil atenção a acaricia “Isso, mente, isso”…

Quando os obstáculos são nocauteados

A questão que geralmente surge é por quanto tempo os obstáculos ficarão nocauteados. Quando eles são superados, isso significa para sempre ou só durante a meditação? De início, você os supera temporariamente. Quando você emerge da meditação profunda, você notará que esses obstáculos desaparecem por um tempo maior. A mente está muito afiada, muito quieta. Você pode manter sua atenção em uma coisa por um longo tempo, e você não tem má vontade alguma. Você não pode ficar brabo com alguém, mesmo que essa pessoa te atinja na cabeça. Você não está interessado em prazeres sensuais como o sexo. Esse é o resultado da boa meditação. Mas depois de um tempo, dependendo da profundidade e da duração da meditação, esses obstáculos voltarão. É como se eles estivessem em um canto do ringue de box e eles apenas foram nocauteados. Eles estão “inconscientes” por um tempo. Eventualmente, eles voltam de novo e começam a aplicar seus truques. Mas pelo menos você sabe o que é ter superado esses obstáculos. Quanto mais você volta para os estágios profundos da meditação – quanto mais frequentemente você nocautear os obstáculos – mais frágeis e fracos eles se tornam. Então, é o trabalho dos insights de iluminação providenciar uma oportunidade de sabedoria. A sabedoria vai ver através desses obstáculos enfraquecidos e destruí-los. Quando os obstáculos forem completamente abandonados, você está iluminado. Se você está iluminado, não há dificuldade em entrar em jhānas, por que os obstáculos não existem mais. O que havia entre você e jhānas foi completamente erradicado.

Tradução: Luiza Figueiro Salzano
Revisão: Monja Isshin

Baixar esta matéria completo em formato PDF.

Mindfulness-Bliss-and-Beyond-A-Meditators-HandbookO livro Mindfulness, Bliss, and Beyond: A Meditator’s Handbook, do qual estes capítulos foram tirados, é altamente recomendado, pois oferece uma explicação profunda e orientações claras sobre a meditação e os jhanas. Pode ser adquirido por encomenda na Livraria Cultura. Nota: Na compra de qualquer livro através deste link, a nossa sanga receberá, com gratidão, uma pequena comissão.

 

Retiros no Jisui Zenji


No Jisui Zendô, realizamos dois tipos de Sesshin (Retiro Zen Budista):

Zendo1. Retiros de Estudo e Convivência:

Desde 2007, temos aproveitado do feriado prolongado do carnaval brasileiro para converter o tradicional Hôon Sesshin (Retiro de Gratidão 法恩接心 em lembrança do Parinirvana do Buda) num Sangaku Sesshin (三學接心 Retiro dos Três Estudos), como uma oportunidade de trazer um professor visitante para orientar um período de estudo. Consequentemente, a prioridade número um destes retiros tem sido o estudo, que, junto com a moralidade e a meditação, é um dos três pilares da prática budista. Com o tempo, através da prática de samu e a leveza do ambiente, estes retiros se tornaram uma oportunidade de convivência em grupo (sem, porém, tomar ares de “clube”). Como resultado, a convivência em grupo (sanga)passou a ser a segunda prioridade destes retiros, com a meditação sentada (zazen) ficando como a terceira prioridade.

Depois de observar o individualismo prevalente no zen ocidental quando comparado com o espírito de grupo prevalente no zen japonês, chegamos à conclusão que seria importante manter este sistema de retiro de estudo e convivência, como um espaço para os praticantes ocidentais poderem abrir os seus corações para a vivência em grupo. Percebemos que, na prática leiga ocidental onde o praticante vem e vai, sempre voltando para sua casa entre as práticas, acaba havendo uma inversão na proporção do tempo que passa em zazen em relação ao tempo que passa em atividades de grupo quando comparamos à prática monástica diária japonesa.

Tomando um “dia de atividades” de aproximadamente 17 horas, nos dias “normais” num mosteiro japonês (quando não está em retiro), menos que 2 horas são passados em zazen 1 período de manhã e outro de noite), com o restante do dia dedicado às aulas, prática de cerimonial, refeições e samu – todas atividades em grupo – que devem ser realizadas com o mesmo espírito de Paz e Tranquilidade que é desenvolvido no zazen, como se fossem “zazen em ação”.

Apesar do rigor da vida monástica, o ambiente do mosteiro feminino era muito leve e alegre. Rimos muito. E trabalhamos muito – sempre em grupo.

No mosteiro onde treinei, durante um “angô” (período de três meses de treinamento intensivo), havia um retiro por mês. Se contarmos um mês como sendo 30 dias, entre 25 e 27 destes dias seguiam o padrão de atividade constante descrito acima e somente 3 a 5 dias por mês foram períodos de retiro.

Com um dia que começava às 4:00 hs e terminava às 21:00 hs, dois destes retiros eram “retiros de estudo”, com 3 horas de aula, umas 2,5 horas de recitação ou prática de cerimonial e 7 períodos de zazen (sem recitação) e somente um destes retiros era um “retiro de silêncio” (Mugon Sesshin), sem prática de cerimonial, aulas ou recitações e com 13 períodos de zazen.

zen9-05Mas, na prática leiga ocidental, com o seu ir e vir, o praticante leigo faz proporcionalmente muito zazen, pouco estudo, muito pouca prática de cerimonial e quase zero de samu em grupo – o inverso da relação entre estas atividades no mosteiro. O zazen é uma atividade individual, mesmo quando praticado em grupo e contando com a força do grupo como apoio. Ainda é uma prática individual, do “eu confrontando-se com o próprio eu”. O estudo, apesar de talvez ser numa aula em grupo, não é um momento de grande interação entre os participantes do grupo. Desta forma, mais uma vez, é uma prática predominantemente individual – o indivíduo aprendendo com o professor… Por fim, como muitos dos praticantes leigos “fogem” da prática de samu, aqueles que descobrirem o valor do samu frequentemente acabam obrigados a fazer esta prática de uma forma solitária, com somente a supervisão do professor, devido à falta da presença de colegas.

Com isto, somos levados a concluir que o praticante ocidental frequentemente termina desenvolvendo uma prática extremamente individualista e acaba perdendo quase todos os benefícios da prática tradicional de grupo que fazem parte do método do zen.

2. Retiros de Meditação:

Um em três dos retiros no mosteiro feminino de Nagoya eram retiros de meditação e de relativo silêncio. Eram verdadeiras oportunidades para “voltar para casa” ao encontro com a essência do ser. Não podemos negar a importância de um retiro de meditação para o aprofundamento do zazen. Por isso, este tipo de retiro também é muito importante.

Conclusão:

No Jisui Zenji, será desenvolvido um programa de retiros alternando os Retiros de Estudo e Convivência com os Retiros de Meditação, para os praticantes poderem ter os benefícios destes dois tipos de retiro.

Neste momento, o Retiro de Meditação será realizadoo no Mini-Zazenkai todo último sábado do mês, com o tempo da programação sendo expandido de acordo com a procura para este tipo de prática.

Retiros de Estudo e Convivência serão programados, sempre que possível, para aproveitar os feriados prolongados e buscando manter um ritmo de, aproximadamente, um retiro cada dois ou três meses. Atualmente, temos programados os seguintes retiros regulares (sempre há a possibilidade de algum retiro “extra”):
1. Sangaku Sesshin (Retiro dos Três Treinamentos – feriado de Carnaval)
2. Jihi Sesshin (Retiro da Compaixão – feriado de Páscoa)
3. Mini-Rohatsu Sesshin (Mini-Retiro da Iluminação de Buda – primeiro fim de semana de dezembro)
4. Saimatsu Sesshin (Retiro de Fim de Ano)

Cursos – 1o. Semestre 2015 – Jisui Zendô


Durante o Primeiro Semestre serão realizados dois cursos (presenciais e à distância ao vivo pela internet) no Jisui Zendô – Sanga Águas da Compaixão. Sejam bem vindos!

1. Introdução à Meditação, Turma 1/2015 (para iniciantes)
2. Fundamentos do Zen, 2o Ciclo, Módulo 3 (todos os interessados)

Meditação

1. Curso: Introdução à Meditação, Turma 1/2015

Encontros quinzenais, presenciais ou à distância ao vivo pela internet, nas 4as-feiras, às 19:30 hs, durante 4 meses para, de uma forma sem vinculo religioso ou filosófico, conhecer e aprofundar na prática básica de Zazen (meditação sentada) e Kinhin (meditação andando) do Zen Budismo. Nestes encontros, além da prática das técnicas apresentadas, haverá informações e espaço para discussão sobre outras técnicas de meditação, “níveis” de meditação e a meditação como parte de um caminho espiritual.

Aberto a todos os interessados, independentemente da crença religiosa.

Turma 1/2015: 1as e 3as Quartas-feiras do mês
Início: 4 de março de 2015, 19:30 hs
Término: 17 de junho

Retribuição sugerida (aula presencial): R$ 150 à vista ou R$ 50 por mês (4 meses)

Haverá direito a Certificado de Extensão Universitária para os que completam o curso satisfatoriamente, mediante uma pequena taxa.)

Inscrições para as aulas presenciais podem ser feitas nesta página.

Os interessados em participar das aulas à distância e ao vivo pela internet podem ver os valores para esta modalidade e fazer a sua inscrição através deste formulário.
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2. Curso Especial:  Fundamentos do Zen, Ciclo 2, Módulo 3

Grupo de Estudos (presencial ou à distância ao vivo pela internet) – 1º semestre, 2015 sob a orientação da Monja Isshin Havens

Tema: Continuamos o nosso estudo-tradução do livro The Essence of Zen” (A Essência do Zen)*, de Sekkei Harada Roshi, do Mosteiro Hosshinji em Obama, Província de Fukui (não muito longe do Mosteiro Eiheiji) e traduzido para o inglês pelo atual Sokan (superintendente) do Soto Zen para América do Norte, Daigaku Rummé em 1998. Este livro é um clássico do Zen ainda pouco conhecido no Brasil.

Passei alguns dias neste mosteiro antes de entrar no mosteiro feminino, onde conheci este mestre e também o Daigaku Roshi.(que me presenteou com um livro de gramática da língua japonesa). O Harada Roshi, que foi também Sokan do Soto Zen para a Europa durante alguns anos, abriu o seu mosteiro para praticantes estrangeiros e deu muitas palestras do darma na Europa e nos Estados Unidos. São estas palestras que foram organizadas neste livro.

Num processo semelhante aquele que realizamos com o livro sobre o Tenzo Kyôkun, estarei fazendo uma leitura—tradução de um ou mais trechos do livro, para serem transcritos e formar a base de uma tradução do livro para o português.

(Nota: Você pode importar este livro em inglês através da Livraria Cultura, na edição impressaou na versão e-book para iPad, Android, PDF, etc)

O curso está aberto para todos os interessados, mesmo iniciantes como alunos presenciais (aulas no Jisui Zendô) ou como alunos à distância ao vivo (através da Internet).

Inscrição para as aulas presenciais pode ser feita preenchendo este formulário.

Inscrição e Retribuição Sugerida para as aulas à distância ao vivo pela internet podem ser encontrados neste formulário.

Quando: 5as feiras às 20:00 hs (Zazen às 19:30 hs), durante 4 meses – 16 aulas
Início:  5 de março de 2015 (Aula Inaugural Gratuita)
Término: 26 de junho

Haverá direito a Certificado de Extensão Universitária para os que completam o curso satisfatoriamente, mediante uma pequena taxa.

Retribuição Sugerida (Aula Presencial):
Integral: R$ 400 (não-membros da Sanga) R$ 300 (membros)
Mensal R$ 120 (não-membros) R$ 100 (membros)
Avulso R$ 40 (não-membros) R$ 30 (membros)

Solicitamos que os interessados no Curso dos Fundamentos do Budismo cheguem às 19:15 hs na primeira aula para fazer a inscrição e acertar a contribuição. Grata.

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Organização: Jisui Zendô – Sanga Águas da Compaixão
Coordenação: Monja Isshin Havens

Retiro Zen Latinoamericano – Uruguay 2015


ZEN AMERICA DO SUR
 
Zen America del Sur - Cartaz Clique para ver no tamanho original

Zen America del Sur – Cartaz
Clique para ver no tamanho original

Nós convidamos vocês a participar do Retiro Zen da América Latina a ser realizado de 1 a 05 de abril de 2015 em MONTEVIDÉU, URUGUAI .

 
Será uma actividade aberta a todas as sanghas e grupos de todo o continente. Com o auxílio de mestres e monges Zen da América do Sul e do Japão , incluindo meditação, palestras e aulas , cerimônia do chá e refeições vegetarianas . O evento será realizado no Villa Guadalupe, casa de retiro 4 hectares de beleza natural.
Uma oportunidade única para compartilhar e experimentar diferentes estilos e formas de prática Zen .
 
Informações:
Hoshin Daniel Marighetti
 
Vamos esperar para compartilhar todos juntos este retiro !
 
Em profunda reverência .
 
Hoshin Marighetti
Comissão Organizadora
Retiro Zen Latinoamericano-Uruguay 2015
 

XV JardinAção no Jardim Botânico


Estaremos no XV JardinAção no Jardim Botânico de Porto Alegre, no dia 22 de março das 10 às 17 hs.

Teremos uma exposição e oferecemos duas oficinas. A primeira, sobre a Meditação, será às 10:30 hs e a segunda, sobre o Haedong Kumdo (Espada Coreano) às 16:30 hs. As duas oficinas serão realizadas no estacionamento.

Clique nas imagens para amplia-las.

JardinZção XV - Cartaz

XV JardinZção – Cartaz

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. Venha participar!

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JardinAção XV - Programação

XV JardinAção – Programação

Sangaku Sesshin 2015 (Retiro dos Três Treinamentos – feriado de carnaval)


Sangaku Sesshin (feriado de carnaval)

Sangaku Sesshin 2015: Início: 13 fevereiro às 19:00 hs Término: 17 fevereiro às 22 hs

A participação poderá ser Presencial (Integral com ou sem pernoite ou Parcial) ou á Distância (Palestras, via Google Hangout)

Participação Presencial: Ficha de inscrição e valores da contribuição sugeridos encontram-se no site da Comunidade Zendo Sul – Jisui Zendô

Participação à Distância pelo sistema Google Hangouts: Ficha de inscrição, horários das palestras e o valor de contribuição sugerido encontra-se no site Jotforms.

Apresentação: Desde a época do Budismo Clássico, os Três Treinamentos – Estudo, Moralidade e Meditação – têm sido considerados a base da prática budista. O Estudo divide-se em três aspectos: ouvir os ensinamentos, refletir sobre eles e praticá-los ou realizá-los.

Baseado nestes ensinamentos, desde 2007 a Sanga Águas da Compaixão realiza o Sangaku Sesshin – Retiro dos Três Treinamentos (三學接心) – onde praticamos a Moralidade nas atividades de sentar em Zazen ou fazer Samu (atividade diária) juntos, em grupo. Na atitude de um buda, praticamos a Meditação ao sentar em Zazen e praticamos o Estudo ao recitarmos os sutras e ouvir as aulas dos palestrantes convidados e palestras da Monja Isshin sobre a prática do Zen Budismo. De 2007 até 2014, tivemos a honra de contar com aulas do Rev. Prof. Monteiro) e, encerrando um ciclo e iniciando um outro, este ano teremos a oportunidade de ouvir ensinamentos do Swami Krishnapriyananda Saraswati sobre as origens do Budismo na cultura indiana.

Tema 2015: As Raízes Hinduístas do Budismo – Étimo e antropologia cultural; – Aspecto histórico-social – Brahmanismo e Vedismo – Conceitos Karma e Samsara – Sanathana Dharma – Shruti e Smriti – Épicos: Mahabharata, Ramayana, Puranas – Filosofia e os seis darshanas – O Bhagavad-gita como darshana em comum – Manifestações “religiosas” principais – A contemporaneidade

Orientação: Monja Isshin Havens

Palestrante Especial Convidado: Swami Krishnapriyananda Saraswati

O Hinduísmo e o Budismo Os três pilares que sustentam o Sanathana-dharma (hinduísmo) ou tri-varga, tendo muitos pontos comuns como Budismo original, são: Artha, correta distribuição da riqueza; Kama, correta distribuição do que é prazeroso; Dharma, correta distribuição da justiça ou do dever. A correta forma de distribuição dos princípios também recebe o nome de Purusharthas, porque dizem respeito aopurusha ou ser encarnado, que por fim deverá alcançar Moksha ou liberação do ciclo de nascimentos e mortes chamado Samsara.

Objetivo do seminário O objetivo deste seminário é demonstrar as bases fundamentais do Budismo no Hinduísmo, assinalando os pontos comuns e os que são derivados de pontos de vista distintos, os quais se formaram ao longo dos séculos. Tendo uma linguagem praticamente comum nos primórdios do Budismo com o Hinduísmo, há termos e conceitos que são idênticos no seu étimo e aplicação, distanciando-se, contudo, ao longo do desenvolvimento da civilização. O participante terá uma clara noção de que o princípio da igualdade e diferenças simultâneas entre o Absoluto ou Sua ideia de Buddi-dharma, e o Jivatma, bem como a atuação da Prakriti ou natureza material, está presente em ambas filosofias.

Organização: Jisui Zendô – Sanga Soto Zen Budista Águas da Compaixão – Porto Alegre, RS

Você pode fazer a sua inscrição e ver os valores da contribuição sugeridos no site da Comunidade Zendo Sul – Jisui Zendô.

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